The Pompéia Times

Antropologia de botequim e uma generalização

Enviado em São Paulo, antropologia by Leandro Humberto em Maio 3rd, 2008

As três observações…

Jogar fandango para os peixes gordos do parque do Ibirapuera é um programa que costuma unir pais, filhos e modelos gaúchas (ainda desconhecidas) que (só) comem fandangos nos apartamentos minúsculos ao lado do parque. Olha como o peixe é fofo.

Andar de blusa no parque é bom. O parque também fica mais cheio quando o vento sopra gélido. As pessoas, ao que parece, se sentem mais confortáveis para fazer exercícios cobertas por panos. Elas não precisam sentir vergonha diante dos torsos esculpidos em academias.

O skate ainda é um esporte bastante popular debaixo da marquise do parque. A patinação também. Esses esportes não morreram com os anos 90. E estão cada vez mais coloridos. Quando eu era adolescente, os praticantes eram quase todos brancos. Hoje, a melhor patinadora do parque era negra. Um juízo de valor: isso é muito bom.

… e a generalização

As avenidas de São Paulo em dia de feriado são como artérias penetradas por um cateter. Quase parece que o sangue flui. Hoje eu me senti muito bem na cidade. Essa luz oblíqua, esse sol quente sem fervilhar as almas, o cheiro de férias dos protetotes solares, a certeza (ainda que frágil) que a pessoa a seu lado não vai sofrer um infarto. O coração fica mais generoso. Hoje eu poderia mandar flores. 

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One Response to 'Antropologia de botequim e uma generalização'

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  1. miré said, on Maio 5th, 2008 at 1:42 am

    de fato, foi dia lindo! caminhar no friozinho… genial.
    o ideal seria o clima de fora nao afetar o clima de dentro, mas isso bem é impossível.
    um dia, humbertinho. um dia…

    (que todos os dias sejam dias de mandar flores).
    bêjo. e parabéns pelo palestra! (hoje o sobrenome falou mais alto e eu torci mes-mo!).

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