The Pompéia Times

O preconceito é um sapato confortável

Junho 26, 2008 · Deixe um comentário

Luiz Raatz e eu tivemos uma discussão via MSN sobre estigmas que atingem descendentes de alemães no Brasil e mundo afora. A história muito pessoal de Raatz torna a discussão mais interessante. Com autorização dele, copio o primeiro parágrafo do post. O texto completo, que recomendo, está neste link.

Além de descendente de alemães, o ex-editor de internacional do iG também é descendente de judeus. Este blog é pró-Estado de Israel (e contra os fundamentalistas do Irã, óbvio) e pró-Palestina (e contra os fundamentalistas de Israel, óbvio também). O texto de Raatz me fez refletir um pouco sobre o horror que essas duas afirmações, juntas, provocam quando o assunto “Oriente Médio” vem à tona em algumas rodas.  O preconceito é um calçado confortável.  

“Eu tinha 19 anos. Saí ‘em duplinha’ com um amigo, uma menina que ele tinha conhecido e a amiga dela. As duas eram judias. A guria que estava comigo surtou e virou a cara quando soube meu sobrenome: Raatz. Eu fiquei com cara de bunda. Afinal, sou brasileiro e não sou – nem nunca fui – racista. Meu tio-avô, uma das pessoas que mais amo no mundo,é filho de judeus russos. No entanto, esta sina sempre me perseguiu desde criança e me enoja. As pessoas me julgam pelo meu sobrenome, como se ele me definisse, apesar da minha família ser uma mistura de alemães, italianos, franceses e brasileiros. ‘Aquele é o Raatz, o descendente dos nazistas’.”

Categorias: Sem-categoria
Etiquetado: , , , ,

0 respostas Até agora ↓

  • Ainda não há comentários... chute o balde preenchendo o formulário abaixo.

Deixe um comentário