The Pompéia Times

Pessoas que eu não devia, mas admiro

Junho 30, 2008 · 5 Comentários

Eu sei que Winston Spencer Churchill era machista e defendia a posse da Índia pela Inglaterra. Mas eu o admiro, apesar de tudo isso, por causa de discursos como esse:
“The British Empire and the French Republic, linked together in their cause and in their need, will defend to the death their native soil, aiding each other like good comrades to the utmost of their strength. Even though large tracts of Europe and many old and famous States have fallen or may fall into the grip of the Gestapo and all the odious apparatus of Nazi rule, we shall not flag or fail. We shall go on to the end, we shall fight in France, we shall fight on the seas and oceans, we shall fight with growing confidence and growing strength in the air, we shall defend our Island, whatever the cost may be, we shall fight on the beaches, we shall fight on the landing grounds, we shall fight in the fields and in the streets, we shall fight in the hills; we shall never surrender, and even if, which I do not for a moment believe, this Island or a large part of it were subjugated and starving, then our Empire beyond the seas, armed and guarded by the British Fleet, would carry on the struggle, until, in God’s good time, the New World, with all its power and might, steps forth to the rescue and the liberation of the old.” Ele sabia diferenciar o certo e o errado em tempos sombrios, onde parecia ser mais prudente fazer um acordo com a tirania e garantir a falsa segurança da Inglaterra.

Eu sei e você sabe muito bem que o Edmundo só é admirável dentro de campo. Eu sinto asco das ações extracampo dele, mas não consigo deixar de admirar o talento do Animal por lances como esses:

Agora, a confissão do nerd que sempre fui. Ele tinha cabelos estranhos, as teorias dele são obscuras, não consta que foi um bom pai nem bom marido. Foi a primeira pessoa que eu admirei fora da minha família. Quando eu era pequeno, eu queria ser cientista para tentar ser como o Einstein e entender o universo (eu era bem pretensioso). Dai eu percebi, logo cedo, que não dava, não. A admiração, contudo, continuou.

Albert Einstein, 1947

Eu gosto muito de ler. Muito mesmo. Mas no último ano antes de entrar na faculdade, travei, ao menos na ficção. Não conseguia passar das primeiras páginas de nenhum livro que não fosse minimamente engajado (tonto, eu). Este argentino, Jorge Luis Borges, me devolveu o prazer da leitura em contos como o Aleph. Apesar de ter apoiado a odiosa ditadura argentina. A relação ainda hoje é tensa. Como quem escreve um conto como “o jardim de veredas que se bifurcam” pode ter simpatizado com o um general malvado?

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Do que se preocupa o hemisfério norte

Junho 30, 2008 · 3 Comentários

Garoto não chama colega para festa e causa furor na Suécia
Um menino de oito anos de idade provocou um debate nacional na Suécia por não ter convidado dois de seus colegas para sua festa de aniversário.

A escola da criança, na cidade de Lund, no sul do país, diz que ele violou o direito dos colegas excluídos da festa e levou o caso para o Parlamento.

Segundo a diretoria, se os convites são distribuídos na escola, não pode haver discriminação.
O pai do menino fez uma reclamação formal junto ao ombudsman parlamentar.
Ele argumenta que as duas crianças não foram convidadas porque uma delas não havia convidado seu filho para a sua festa e a outra havia brigado com ele.

O menino distribuiu os convites durante o horário das aulas e quando o professor percebeu que dois alunos haviam sido excluídos, os convites foram confiscados.

“Meu filho ficou muito magoado”, disse o pai do menino ao jornal sueco Sydsvenskan.
“Ninguém tem o direito de confiscar a propriedade de alguém dessa forma, é como pegar a correspondência de uma pessoa”, acrescentou.

Um veredicto sobre o assunto deve ser anunciado em setembro, em tempo para o próximo ano letivo no hemisfério norte.

COMENTO:

Crianças, tomem cuidado. Países com alto desenvolvimento humano podem causas danos irreparáveis ao bom senso.

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