The Pompéia Times

Entradas do Setembro 2008

A Ansa não pára

Setembro 30, 2008 · Deixe um comentário

A agência Ansa não se cansa. Mais uma. É a última. Ontem, eles deram o grande furo de que a Playboy estava com dificuldades por causa da crise nos EUA

Manter uma relação extraconjugal pode causar “cefaléia dos amantes”, diz neurologista italiano
Segundo o especialista, esse tipo de dor de cabeça é causado pelo estresse psicológico da traição

MILÃO, 30 SET (ANSA) – O estresse psicológico e o esforço físico de manter uma relação extraconjugal pode dar origem à “cefaléia dos amantes”, segundo anunciou nesta terça-feira o médico neurologista italiano Lorenzo Pinessi.

“Esse tipo de cefaléia afeta sobretudo os homens, que têm em geral um papel mais ativo durante a relação, com uma intensidade proporcional à excitação”, explicou o especialista, que é presidente da Sociedade Italiana para o Estudo da Cefaléia.

“Trata-se quase sempre de pacientes já com dores de cabeça, nos quais uma série de fatores, como alimentos afrodisíacos, remédios estimulantes, cansaço físico e o estresse psicológico devido à relação extraconjugal podem desencadear fortes cefaléias, que podem durar até três horas”, detalhou pesquisador italiano.

Segundo Pinessi, é importante que os pacientes afetados por essas condições falem com o médico “de modo honesto”.

“Em cerca de 3% dos casos, os sintomas podem esconder também um pequeno aneurisma cerebral. Por isso sugiro a meus pacientes tomar uma semana de calma, levar um período de abstinência, para em seguida se submeter a um exame específico”, recomendou. (ANSA)

Categorias: humanidade

Grandes leads da humanidade

Setembro 30, 2008 · Deixe um comentário

O dia está corrido, mas essa não dá para deixar passar:

Da agência Ansa:

Bolsa paraguaia não sofre com crise nos EUA, diz presidente da instituição
Segundo Rodrigo Callizo, bolsa opera localmente e se beneficia dos títulos de renda fixa

ASSUNÇÃO, 30 SET (ANSA) – A crise financeira dos Estados Unidos não terá qualquer impacto sobre a Bolsa de Valores de Assunção, disse hoje à ANSA o presidente da entidade, Rodrigo Callizo.

“Nossa bolsa é local, os investidores são paraguaios e vivem no país. Por isso a crise não nos afeta”, comentou Callizo.

Segundo o presidente da Bolsa paraguaia, 95% das negociações se dão em títulos de renda fixa, o que representa maior estabilidade para os investidores.

Callizo indicou que a situação seria diferente se a Bolsa emitisse títulos internacionais e os investidores não quisessem se arriscar na economia do país.

O especialista acrescentou que a situação internacional afetará os investidores paraguaios que têm dólares no exterior e disse que o Paraguai ainda sairá ganhando, dado que o país importa todo o petróleo que consome e agora pode aproveitar a baixa no preço do barril. (ANSA)

A pergunta é: o que negocia a Bolsa de Valores do Paraguai?!

Categorias: política
Etiquetado: ,

O Google é mal iluminado

Setembro 30, 2008 · Deixe um comentário

O The Pompeia Times gostaria de saber se as ruas do Google são bem iluminadas. Porque oras, há gentes sendo apresentadas a esta casa por endereços um tanto equivocados. Vejam: ”passo a passo lustres filtro café”, “em busca do prazer não importa por onde”, “lopes jogador de futebol cheirador”, “algum jogador saiu do manchester city?” e, a pior direção de todas, “moças urinando”.

O marronzinho do Google só pode ser o Andy Warhol.

Categorias: humanidade
Etiquetado: ,

Diálogo no MSN

Setembro 29, 2008 · 1 Comentário

Luiz  - Abra uma cerveja e assista ao fim do capitalismo diz:

é o fim do capitalismo, meu amigo

Leandro diz:

não creio, meu caro

Leandro diz:

veja

Leandro diz:

o Partido Republicano é tudo

Leandro diz:

menos anticapitalista

Leandro diz:

se eles votaram contra o pacote

Luiz  - Abra uma cerveja e assista ao fim do capitalismo diz:

é

Leandro diz:

o que a gente talvez esteja vendo

Luiz  - Abra uma cerveja e assista ao fim do capitalismo diz:

o q eu admiro nos americanos é q eles respeitam o dinheiro publico

Leandro diz:

é o começo do fim de uma etapa do capitalismo

Luiz  - Abra uma cerveja e assista ao fim do capitalismo diz:

sim,sim

Leandro diz:

que começou nos anos 70

Luiz  - Abra uma cerveja e assista ao fim do capitalismo diz:

 do capitalismo financeiro

Leandro diz:

com o final do sistema Bretton-Woods

Leandro diz:

o ocaso do Bush

Leandro diz:

pode trazer à tona velhas soluçõe

Leandro diz:

eliminando o monte de sufixo “neo”

Luiz  - Abra uma cerveja e assista ao fim do capitalismo diz:

é… na verdade o q rola é uma gangorran né

Leandro diz:

neoliberal, neoconservador, nova esquerda

Luiz  - Abra uma cerveja e assista ao fim do capitalismo diz:

 mais estado/menos estado

Luiz  - Abra uma cerveja e assista ao fim do capitalismo diz:

agora a era do ‘menos estado’ ta acabando de novo

Leandro diz:

está mais ou menos

Leandro diz:

na França, o Sarkozy foi eleito para diminuir o tamanho do Estado

Leandro diz:

o que talvez a gente esteja vendo

Leandro diz:

é o surgimento de um novo modelo de intervenção do Estado na economia

Luiz  - Abra uma cerveja e assista ao fim do capitalismo diz:

sim, pode ser

Leandro diz:

é sintomático que o velho partido republicano

Leandro diz:

não queira colocar dinheiro na brincadeira

Luiz  - Abra uma cerveja e assista ao fim do capitalismo diz:

é

Luiz  - Abra uma cerveja e assista ao fim do capitalismo diz:

é o q eu tava falando

Luiz  - Abra uma cerveja e assista ao fim do capitalismo diz:

 la eles respeitam o dinheiro publico

Luiz  - Abra uma cerveja e assista ao fim do capitalismo diz:

 na materia do times tem um paragrafo mto bom

Luiz  - Abra uma cerveja e assista ao fim do capitalismo diz:

Opponents said the bill was cobbled together in too much haste and might amount to throwing good money from taxpayers after bad investments from Wall Street gamblers.

Leandro diz:

não há dúvida

Leandro diz:

é isso

Leandro diz:

as pessoas não estão convencidas

Leandro diz:

de que o pacote do Bush vá evitar uma crise maior

Leandro diz:

na verdade, elas vêem o problema como algo localizado nos bancos

Luiz  - Abra uma cerveja e assista ao fim do capitalismo diz:

sim

Leandro diz:

ou seja

Leandro diz:

abra mais uma cerveja

Luiz  - Abra uma cerveja e assista ao fim do capitalismo diz:

bah

Luiz  - Abra uma cerveja e assista ao fim do capitalismo diz:

 eu quero ver a casa cair

Leandro diz:

porque o fim do capitalismo está longe que é uma beleza

Categorias: humanidade
Etiquetado: , ,

Informação aos leitores

Setembro 29, 2008 · Deixe um comentário

Caros, a diagramação de “The Pompéia Times” mudou. Até gostava do desenho anterior, mas o WordPress, sempre que um layout sofre alguma atualização, muda automaticamente as linha de todos os blogs que se expressam por aquele formato. Não gostei do desenho que me deram e fui em busca de outras praias. 

Espero que gostem. Reclamações? Dirijam-se ao guichê.

Categorias: Blog
Etiquetado: ,

O menino do vale

Setembro 27, 2008 · Deixe um comentário

À noite, quando criança, sempre pedi a Deus duas coisas. Que não me deixasse cego nem paralítico. O mais próximo que cheguei do medo absoluto (o conceito é vago, eu sei, mas você é um leitor inteligente e sabe do que eu estou falando) foi quando o médico me disse que, se eu não tomasse a injeção certa naquela hora exata, uma das duas fatalidades me acometeriam.

Talvez até as duas, ao mesmo tempo, e eu tinha, sei lá, aquela idade em que as pernas são mais importantes do que a cabeça. Porque o que há de mais interessante no mundo é correr. Sem visão, recomenda a lógia, correr é contraprudecente.

Ontem à noite, na boca de um túnel vagabundo, vi um menino dando uma sova em um rapazinho um tanto maior que ele. O menino que batia usufruia de uma vantagem comparativa. Ele não tinha uma perna, mas manejava as muletas como se elas tivessem nascido com ele.

Ele batia com gosto, e o outro mal sabia como reagir. Os ambulantes não olhavam, ninguém fazia nada. Era como se a cena fizesse parte da paisagem. Como se todos os dias, àquela hora, um menino sem uma perna e ágil com as muletas escolhesse alguém para bater. Ele batia com hombridade e conferia uma lúgubre dignidade ao Vale do Anhagabau. Não se passaram não mais do que dois minutos. Logo entrei para o metrô.

Categorias: São Paulo
Etiquetado:

Da série “Grandes Frases”

Setembro 24, 2008 · 1 Comentário

“Fazia-me lembrar os déspotas da Renascença – nenhum princípio, todos os meios, mas sem a linguagem rebuscada -, sempre Sim ou Não, embora só se pudesse confiar nele se fosse Não.”

(Clement Attlee, primeiro-ministro britânico entre 1945 e 1951. Ele foi o sucessor de Winston Churchill e pertencia ao Partido Trabalhista)

***

Troque Stálin por algum outro político brasileiro dos últimos 15 anos, sem levar em consideração a qual partido pertence.  Essa descrição cai ou não como uma luva?

Categorias: história · política
Etiquetado: , ,

Um exemplo de pensamento distorcido

Setembro 23, 2008 · 1 Comentário

Os veículos de comunicação têm uma série de problemas, claro. Alguns publicam notícias mal apuradas, outros deixam de ouvir todos os lados envolvidos em alguma história e há, claro, os com intenções escusas. Assim é a vida. As instituições têm problemas e, se as falhas ganham dimensões incontornáveis, as instituições acabam por seus próprios defeitos.

Tem virtudes também, que, para evitar ser cabotino, não vou elencar. Sou jornalista e defendo a liberdade de expressão _menos para quem não defende a liberdade de expressão, como os nazistas, os fascistas e algumas alas da esquerda, especialmente as de inspiração marxista-leninista. Não há razão para deixar que as pessoas que desprezam a liberdade se valham da liberdade para destruir a própria liberdade.

Bem, você deve estar pensando, por que raios este nefelibata vem falar de liberdade de expressão? Justo um dia depois de falar de liberdade de espírito no Brasil? 

Enfim, porque deu vontade, porque sou livre para dizer o que eu quiser e porque chegou uma carta ao meu email que revirou o meu estômago. O PSol, nascido das entranhas do petismo, guardou algumas características da sigla-mãe. Vejam este trecho de uma carta enviadas aos veículos de comunicação sobre um tema absolutamente irrelevante. A reclamação completa, quase infantil nos seus termos, está na íntegra ao final deste post.

“Nós do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) estamos manifestando publicamente nossa indignação diante do bloqueio criado pela mídia ao longo do processo eleitoral em SP, em especial, de alguns grandes meios impressos e televisivos – entre os quais a Folha – que se recusam a dar visibilidade a campanhas que acreditam desfavoráveis ao seu projeto editorial. Infelizmente, não há no Brasil força legal que garanta que os meios impressos tratem – pelo menos em período eleitoral – de forma equânime os partidos, objetivando garantir seu papel social de melhor informar à sociedade, o que contribui decisivamente para a conservação ad eternum das mesmas forças políticas no poder. Isso comprova, mais uma vez, que a democracia no Brasil não se consolidará enquanto os meios de comunicação não forem democratizados.”

O que o PSol quer, no fundo, é controlar o que a imprensa noticia. Quer aparelhar os veículos de comunicação e usa algumas expressões bonitas, como “democratização dos meios de comunicação”, para esconder seus objetivos. Claro que defendo que os veículos de comunicação sejam oxigenados, para permitir a mais ampla gama de opiniões, de enfoques, de pontos de vista, o que seja. O que acho absurdo é estabelecer cotas para notícias. Daqui a pouco, vamos ter comitês decidindo o que deve ou não ser publicado. É esse tipo de pensamento que está na raiz do veto da Justiça ao uso livre da internet no período eleitoral. É a vontade de tutelar os indivíduos e as organizações. Esse tipo de pensamento acha que as pessoas não tem nenhum senso crítico, que acreditam em qualquer coisa e precisam ser guiadas por algum “gênio progressista”. Quer “aparelhar” as consciências.

Eu pergunto ao partido do “socialismo e da liberdade”: vamos democratizar os jornais de Cuba? Vamos democratizar o PSol? Vamos acabar com o conceito de “centralismo” nos partidos de esquerda? E com a vanguarda do proletariado? Vamos jogar no lixo também?

A esquerda precisa tomar um banho de liberdade. Por enquanto, o banho é só de “gato”.

NOTA PÚBLICA DO PSOL CONTRA O BLOQUEIO DA MÍDIA

Jornal Folha de S. Paulo esconde PSOL em matéria sobre Dia Mundial Sem Carro

Em matéria publicada nesta terça-feira, dia 23 de setembro, o jornal Folha de S. Paulo, escondeu a presença do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) nas atividades realizadas na segunda-feira, dia 22, pelo Dia Mundial Sem Carro. A matéria, intitulada No Dia Mundial Sem Carro, SP tem trânsito maior que a média, a foto ilustrativa foi tirada durante manifestação conjunta articulada pelo Coletivo Ecologia Urbana e pelo PSOL, com a presença, inclusive do candidato à Prefeitura Ivan Valente e de candidatas do PSOL à Câmara. 

Como a matéria foi publicada no caderno ‘Cotidiano’, não é difícil entender as motivações que levaram os repórteres a não citar os candidatos como participantes dessa atividade, ainda que tal atividade tenha sido amplamente divulgada na agenda de campanha de Ivan Valente. Entendemos também que a Folha de S. Paulo assim como outros jornais, têm mantido um espaço específico, geralmente no primeiro caderno, para noticiar fatos referentes às campanhas. No entanto, não ter citado sequer o PSOL como co-organizador do protesto, revela um motivo editorial insidioso que, não pela primeira vez, se manifesta nesse referido jornal.

No intuito de denunciar e questionar esse tipo de cobertura jornalística, o Diretório Municipal do PSOL, por meio de seu membro-diretor Pedro Ekman, enviou e-mail ao Ombudsman da Folha reclamando o fato. “Já ficou claro que a Folha se recusa a cobrir a agenda da campanha “São Paulo é Valente”. Mas enviar um fotógrafo para uma manifestação do partido e publicar esta foto omitindo de seus leitores que se tratava de uma atividade do PSOL é o pior que se pode esperar de um jornalismo que busca credibilidade nacionalmente. Lamentável, uma vez mais”, diz o e-mail.

Ao longo da campanha eleitoral, Ekman enviou alguns e-mails para o Ombudsman da Folha, tendo inclusive, realizado com ele, conversa telefônica. Num dos e-mails, enviado no dia 13 de julho, Ekman lamentou que o jornal desconsiderasse em absoluto, o PSOL, que apesar de jovem, “possui 1 senador, 3 deputados federais, 2 deputados estaduais em São Paulo e 7% dos votos nacionais para presidência da república”. 

Na ocasião, o Ombudsman da Folha, não só publicou a reclamação, como também ratificou a posição do Partido com o texto “Pequenos, mas importantes”, publicado no dia 3 de agosto. O texto do Ombudsman conclui, ainda que em vão, que “na largada da cobertura da campanha para as eleições municipais deste ano, a Folha tem às vezes relegado o PSOL a espaço menor do que sua dimensão política merece”.

Nós do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) estamos manifestando publicamente nossa indignação diante do bloqueio criado pela mídia ao longo do processo eleitoral em SP, em especial, de alguns grandes meios impressos e televisivos – entre os quais a Folha – que se recusam a dar visibilidade a campanhas que acreditam desfavoráveis ao seu projeto editorial. Infelizmente, não há no Brasil força legal que garanta que os meios impressos tratem – pelo menos em período eleitoral – de forma equânime os partidos, objetivando garantir seu papel social de melhor informar à sociedade, o que contribui decisivamente para a conservação ad eternum das mesmas forças políticas no poder. Isso comprova, mais uma vez, que a democracia no Brasil não se consolidará enquanto os meios de comunicação não forem democratizados.

DIRETÓRIO MUNICIPAL DE SÃO PAULO

PARTIDO SOCIALISMO E LIBERDADE – PSOL

Categorias: política
Etiquetado: ,

Uma análise pertinente (do Tocqueville, não minha, que sei muito pouco sobre quase nada)

Setembro 22, 2008 · 4 Comentários

“Se a América ainda não teve grandes escritores, não é preciso buscar outras razões; não existe gênio literário sem liberdade de espírito, e não há liberdade de espírito nos Estados Unidos” (Alexis de Tocqueville, em “A Democracia na América”, 1835)

O tempo tratou de desmentir Tocqueville. Em pouco tempo, escritores como Mark Twain mostraram que era possível fazer boa literatura, apesar da “ditadura da maioria”. Para o jurista francês, os EUA já eram, naquele tempo, uma sociedade de massa. Segundo ele, sociedades de massa não são afeitas a “comportamentos desviantes” (ele não usa esses termo, é o que eu entendi do que ele escreveu). Escritores não florescem nesses ambientes. O fato é que o País se tornou muito mais complexo, por motivos que todos vocês estão cansados de conhecer. E produziu grandes escribas.

O que me chamou a atenção no texto do Tocqueville é a possível analogia com o Brasil. Nossa maior escritor é Machado de Assis, que era, de fato, um sujeito bastante bem resolvido para ligar para a opinião da maioria.  Os que vieram depois, ainda que com grande brilho (Graciliano Ramos e Guimarães Rosa, por exemplo), estavam de alguma forma dentro de alguma grande linha, alinhados com alguma perspectiva nacional, da maioria (talvez “Angústia”, do Graciliano, não possa ser enquadrada nessa linha; tema para outro post).

Por que nossos escritores têm tantos problemas para criar alguma coisa realmente original? Será que não existe “liberdade de espírito” no Brasil? Não me refiro à liberdade de escrever o que quiser. Meu problema é outro. O censor que mora em nós é muito mais influente do que em outros países. Borges, por exemplo, adorava dar uma espinfradinha em alguns dos seus compatriotas. Aqui no Brasil, ninguém bate nos amigos. Nem nas idéias dos amigos. Nem tenta ter uma idéia diferente da que os amigos têm. Apesar de ser uma sociedade bastante multifacetada, complexa e com todos aqueles adjetivos que a gente usa quando algo é bem difícil de descrever. Estranho.

(Sou um conservador de esquerda, ok.)

Categorias: Literatura
Etiquetado: , , , , ,

Cuidado, homens com idéias

Setembro 19, 2008 · Deixe um comentário

Carlos Drummond de Andrade escreveu um poema onde se lia que neste País há um cartaz amarelo onde está escrito: “É proibido sonhar”. Pois bem, talvez tenha, talvez não tenha, mas ao menos um “post it” seria útil em algumas consciências. Neste País, em alguns casos, seria bom que certas pessoas carregassem um único dizer: “É proibido ter idéias”.

Padre Marcelo Rossi, por exemplo. Sempre que ele anuncia alguma idéia, eu torço para que ela tenha amplitude reduzida. Nenhuma pessoa merece sofrer as conseqüências de uma idéia do Padre Marcelo. A última que ele teve foi colocar caninhos, destes que há em prédios, que soltam água em caso de incêndio. No santuário do padre, os caninhos soltam água benta. Agora, ele quer usar uma parte do autódromo de Interlagos para algum projeto brilhante. Aguardemos, ressabiados.

Categorias: humanidade
Etiquetado: