The Pompéia Times

Entradas do Março 2009

Imagens das quais eu gosto

Março 30, 2009 · 1 Comentário

sapo1

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O racismo de Lula – 2

Março 27, 2009 · Deixe um comentário

Alberto Dines escreve um texto sobre a frase do presidente, que reproduzi no post abaixo. Recomendo a leitura.

” Ao denunciar a “gente branca, de olhos azuis” como responsável pela catástrofe financeira global, o presidente Lula perpetrou um conjunto de asneiras padrão-Bush. Descomunal.

A descortesia com o visitante, o premiê britânico Gordon Brown – escocês de nascimento, pele clara, olhos claros – é uma delas. O reacionarismo é outra. George Brown, à esquerda do novo PT, tem sido um ostensivo herdeiro da tradição social-democrata britânica, cobrador rigoroso das falhas do sistema financeiro britânico, defensor de soluções intervencionistas em favor da poupança popular. Como anfitrião e candidato a líder mundial, Lula deveria conhecer alguns dados que, aliás, qualquer leitor regular de jornais está farto de saber.

O dislate mais grave está no teor preconceituoso e racista da tirada presidencial. Estimular o ressentimento entre raças também é racismo, mesmo quando a favor das minorias. Além de redondamente enganado (há pelo menos dois negros na lista dos “grandes culpados” da crise americana), Lula mostra que embarcou na demagogia eleitoreira de algumas lideranças latino-americanas.”

A íntegra está aqui.

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O racismo de Lula

Março 26, 2009 · 11 Comentários

Frase do presidente: “É uma crise causada por comportamentos irracionais de gente branca de olhos azuis, que antes da crise pareciam saber tudo e agora não sabem nada”.

Frase do presidente 2: “Como eu não conheço nenhum banqueiro negro ou índio, eu só posso dizer que [não é possível] que essa parte da humanidade que é a mais vitima do mundo pague por uma crise. O que nós percebemos é que, mais uma vez, grande parte dos pobres do mundo são as primeiras vitimas”.

Mais, aqui. Ou, se quiser, assista ao vídeo aqui.

Alguns meses atrás, o presidente disse isso: “Por que o brasileiro tem mais criatividade? Esta mistura do europeu, índio, negro, sabe, permitiu que nascesse um povo mais criativo, mais esperto do que a média, daqueles que são tudo assim, tudo a mesma coisa…” Vinicius Torres Freire, da Folha, escreveu um post com o mesmo título que uso neste texto. Apanhou, e reportou aqui.

Troque “gente branca e de olhos azuis” por “judeus”, “negros”, “índios”, “nordestinos”. Troque “brasileiro tem mais criatividade” por “alemão tem mais criatividade”, “norte-americano tem mais criatividade”, “branco tem mais criatividade”, “japonês tem mais criatividade”. Sempre vai haver alguém para dizer que Lula usou uma metáfora, que fez uma brincadeira, um gracejo, que na verdade queria dizer isso, que na verdade queria dizer aquilo, que como um nordestino, ex-metalúrgico, poderia ser racista?

E se fossem essas pessoas? (O link do texto está aqui)

“Não somos pessoas preconceituosas, em absoluto. Além de lavadeira e um excelente motorista negro, as duas cozinheiras que tive na vida são pretas telefônicas.”
Carmen Mayrink Veiga, socialite, ao saber que o marido, Tony, tem entre seus ancestrais uma negra angolana

“Assim como os franceses, que inventaram os perfumes porque não gostam de tomar banho, nós vamos colocar perfume de morango em certas áreas da cidade que não cheiram bem.”
Luiz Paulo Conde, prefeito carioca, em mais um momento de Cesar Maia

E mais da Carmen, aqui

Veja — É surpreendente ouvir que vai trabalhar uma mulher que disse que jamais trabalharia na vida.
Carmen — Eu nunca disse isso. O que declarei certa vez é que na minha vida, cheia de compromissos e viagens, não tinha lugar para o trabalho. Penei com termos pejorativos horrorosos, como grã-fina, dondoca e agora essa tragédia de ser chamada de socialite. Nem sei o que é isso. Sempre trabalhei como uma negra, grátis, sem ter férias nem salário. Você acha que ser dona de casa é pouco?

Ou mesmo o Berlusconi, que disse que Obama é jovem, bonito e bronzeado e afirmou ser diferente do Obama porque é mais pálido?

Ou o Fernando Henrique, que disse ter um pé na cozinha?

Lula não tem salvo conduto para dizer as maiores barbaridades como se fossem banalidades porque é nordestino e ex-metalúrgico. Suas declarações têm de ser repudiadas como o que de fato são: racistas.

Sobrou dúvida?

Vá ao dicionário Houaiss:

racismo
Datação
sXX cf. AGC

Acepções
■ substantivo masculino
1 conjunto de teorias e crenças que estabelecem uma hierarquia entre as raças, entre as etnias
2 doutrina ou sistema político fundado sobre o direito de uma raça (considerada pura e superior) de dominar outras
3 preconceito extremado contra indivíduos pertencentes a uma raça ou etnia diferente, ger. considerada inferior
4 Derivação: por analogia.
atitude de hostilidade em relação a determinada categoria de pessoas
Ex.: r. xenófobo

Etimologia
1raça + -ismo; ver rat-

Adendos:
Mauricio Savarese escreve nos comentários: “Caríssimo, discordo. Uma definição de dicionário não resolve se uma pessoa é racista ou não. A realidade é tão complexa que o mesmo Lula é tido como um dos melhores amigos da comunidades judaica e árabe do Brasil. Entre os seus assessores, há poucos negros e índios, como ele mesmo diz. Me parece um pouco exagerada a sua avaliação. Mas democracia é isso aí: amizade não decreta concordância absoluta. Abração!”

Bárbara Castro escreve nos comentários: “Também não acho que seja racismo. Não entendo que ele tenha feito uma escala de qualidades entre negros, índios e brancos. O erro foi chapar a realidade: nem todo pobre é negro, nem todo branco é rico. Mas, de onde eu venho, são poucos os banqueiros, estadistas e donos da grana que são negros. Acho que o descuido foi o de não matizar o discurso, mas acredito que a origem do discurso é a preocupação de traduzir a desigualdade de oportunidades baseada em um (pre)conceito racial. Foi infeliz, porque dá margem para se pensar o preconceito inverso. Mas a frase não é racista em si. É classista.”

Comento: Maurício e Bárbara fazem algumas ponderações interessantes, acrescentando nuances à discussão, mas eu mantenho a minha avaliação. As declarações de Lula são racistas. O presidente poderia ter dito que a crise é culpa de especuladores. Ou de governantes lenientes. Ou de um sistema que perdeu valores éticos e morais. Ou de uma sociedade doente. Há explicações de todos os tipos, para todas as escolas de pensamento, se a idéia é colocar culpa (o que, aliás, acho bem pobre, como se a crise fosse uma questão de culpa). Ele escolheu personalizar a crise nas pessoas brancas e de olhos azuis. Não é a primeira vez que Lula faz isso. Com frequência, ele atribui qualidades positivas ou negativas a povos e etnias e, agora, a indivíduos. Lula pode ser ter vários amigos das mais diversas cores e origens. Mas suas declarações, dia a dia, mostram que ele ainda usa a categoria raça, sepultada pelos horrores do século 20, para pensar e se expressar.

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Os detetives selvagens, Roberto Bolaño e o Radiohead. E um pouco de Palmeiras

Março 25, 2009 · Deixe um comentário

Eu aprendi a não arremessar objetos contra a televisão. Foi tudo muito simples e claro. Suprimi a agressividade a ponto de evitar até os gritos mais discretos em um estádio de futebol. Não xingo os atletas. Não ofendo o treinador. Somatizei os protestos desde o dia em que quebrei um vaso da minha mãe quando algum jogador do Palmeiras perdeu alguma bola em algum jogo do qual não me lembro mais. A almofada resvalou no vaso antes de atingir a tela. É por isso que sempre saio com dores no cotovelo quando o juiz apita o fim da peleja. Vejam, é sério: trato a família do Jeci, do Evandro e do Fabinho Capixaba com respeito.

Este é o autor?

Este é o autor?

Eu era adolescente. Por isso entendo o Garcia Madero. Ele queria ser um poeta. Quando conheceu o Ulisses Lima e o Arturo Belano, decidiu ser real-visceralista porque eles enfrentaram os babacas, os nefelibatas, os babetas que faziam poesia na oficina que freqüentava na universidade _certo, eles não sabiam muito sobre métrica grega ou latina, mas eram caras legais, detestavam o Octavio Paz e tinham uma turma de amigos grande e interessante que o ajudou a perder a virgindade. Madero não me engana nem com aquelas tardes intermináveis vagando pelos sebos da Cidade do México. Ser poeta e abandonar a virgindade. Nice!, diria Borat.

O chuveiro perdeu a graça quando Madero conheceu real-visceralismo, do qual, até onde se sabe, ou não se sabe, nunca se desvencilhou. Eu li o diário dele, pelo menos as páginas dedicadas aos meses de novembro e dezembro de 1975 e janeiro e fevereiro de 1976, quando tinha 17 anos. Sei muito sobre as posições preferidas de Maria Font e o pansexualismo de Pele Divina, sei sobre autores franceses que nem sei se existem e os melhores bares da Cidade do México nos anos 70.

“Os detetives selvagens”, do chileno (que também viveu no México, na Espanha e serviu à pátria do trotskismo) Roberto Bolaño, se divide em três partes e dois grandes modelos de texto. A primeira parte é o começo do diário de Garcia Madero, a segunda é uma sucessão de depoimentos sobre Belano e Lima e sobre as pessoas que falam sobre Belano e Lima, e a terceira retoma o diário de Madero.

Dentro desses “grandes modelos” há contos escondidos dentro de depoimentos, ensaios sobre literatura e política no diário de Madero, passagens eróticas que sobreviveriam por si só em qualquer boa antologia dedicada a homens que amam mulheres, mulheres que amam homens, homens que amam homens e mulheres que amam mulheres e variações a seu gosto. É pouco defini-lo como o balanço de uma geração. É o melhor retrato que já li sobre como turmas de amigos com alguns interesses em comum se unem e se separam ao longo dos anos, na maior parte das vezes em movimentos a esmo, provocados por um caldeirão de sentimentos e convicções.

Este livro não reduz seus personagens a uma figura emblemática de uma geração específica, como no bom filme “Os Sonhadores”, de Bernardo Bertolucci, e nisso sobrevive a sua originalidade _ em vez de ser um bom livro, é um grande livro. Durante o show do Radiohead, em São Paulo, eu vi e ouvi várias pessoas que poderiam ser personagens do livro de Bolaños. Eu e meus amigos, por exemplo, mas não só. O show do Radiohead teve a capacidade, em muitas pessoas, de acertar as contas com o passado nem que fosse por algumas horas. O livro de Bolaños oferece experiência semelhante.

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Banalidades

Março 24, 2009 · 1 Comentário

Acordei cedo hoje. Não sei acordar cedo nem jogar cartas, dirigir automóveis ou soltar uma piada de bate-pronto. São tarefas que não sei executar, habilidades que não desenvolvi durante a adolescência.

Ontem à noite, por exemplo. Eu poderia ter chegado em casa mais rápido se soubesse guiar. Poderia ter dormido mais cedo se não tivesse lido até 2h. Quanto às cartas, é melhor continuar vivendo sem os gritos de “Truco! Seis! Marreco!”

Quanto às piadas, estou avaliando.

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Em breve:

Março 20, 2009 · 1 Comentário

A nível de rebolação:

A nível de meu cantinho:

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Clodovil e o prédio japonês

Março 18, 2009 · Deixe um comentário

Clodovil morreu e quem liberou o corpo e decidiu pela doação dos  órgãos foi uma equipe formada por membros do Ministério Público e assessores parlamentares do deputado. Quando soube, pedi a uma das repórteres do site em que trabalho para checar a informação mais uma vez. Desliguei o telefone e perguntei a uma amiga sobre a família do Clodovil. Ela conhece um pouco mais de celebridades do que eu. Riu do meu desconhecimento com o canto da boca, aquele sorriso triste, que pára no meio do caminho, e depois disse: É o cachorro, eu acho.

Clodovil

Clodovil

Fui até a copa, tomei um copo d’água e pensei em uma história que li alguns anos atrás em uma agência de notícias. Uma empresa de demolição foi contratada para derrubar um prédio abandonado fazia mais de 10 anos em uma das áreas mais valorizadas de Tóquio (situação análoga à do edifício Dumont-Adams, na Paulista).

A companhia, não sei se por procedimento ou intuição, não me lembro, passou em cada um dos tantos apartamentos e checou se alguém ainda vivia por ali, estava de passagem ou tinha acabado de chegar _ medida razoável, porque um conto cujo nome não me recordo relata a história de uma mulher que passou 30 anos dentro de um quarto de hotel e, quando o prédio estava para ser demolido, se matou.

Em um dos quartos, os operários encontraram um esqueleto deitado sobre a cama. Havia jornais de ao menos 20 anos antes espalhados pelo chão. Alguns detalhes me escapam e, com o passar do tempo, não estou certo se a cor do apartamento, a pouca poeira no chão e as panelas em cima do fogão foram ou não encontradas pelos trabalhadores. Tenho quase certeza de que não encontraram cartas nem objetos que ligassem o corpo a alguém.

Não sei como a história terminou nem como explicar por que não embarquei na galhofa com a notícia da morte do deputado. O jornal “Meia Hora”, do Rio, tem seu charme e fez a manchete bem humora que, embora inevitável, eu não conseguiria fazer: Clodovil virou purpurina. Talvez o próprio Clodovil escrevesse algo parecido. Eu não. A morte ainda exerce em mim algum respeito, especialmente quando ocorre nessas circunstâncias.

Dumont Adams

Dumont Adams

Categorias: Celebridades · São Paulo

Anamnese, bispo, excomunhão, anamorfose

Março 13, 2009 · 3 Comentários

Nos diz o Houaiss, as palavras do dia são…

Anamnese Acepções ■ substantivo feminino 1 lembrança pouco precisa; reminiscência, recordação 2 Rubrica: filosofia. na filosofia platônica, rememoração gradativa através da qual o filósofo redescobre dentro de si as verdades essenciais e latentes que remontam a um tempo anterior ao de sua existência empírica 3 Rubrica: liturgia. na missa, oração que se diz após a elevação e que celebra a paixão, a ressurreição e a ascensão do Redentor 4 Rubrica: medicina. histórico que vai desde os sintomas iniciais até o momento da observação clínica, realizado com base nas lembranças do paciente Obs.: cf. catamnese 5 Rubrica: retórica. simulação do orador que parece lembrar-se de coisas que teria esquecido, chamando, assim, atenção sobre elas Etimologia gr. anámnésis,eós ‘ação de trazer à memória, recordação’; cp. anamnesia, anamnésia; ver an(a)- e -mnese Sinônimos anamnesia, anamnésia

Bispo  

Datação

sXIII cf. IVPM

Acepções

■ substantivo masculino 

1    Rubrica: termo eclesiástico. 

     na Igreja católica, eclesiástico que tem a plenitude do sacerdócio, com poderes de conferir os sacramentos da confirmação e da ordem, e que é posto na direção espiritual de uma diocese, sendo, por sua função, considerado sucessor dos apóstolos de Jesus [Pode ser nomeado pelo papa ou sagrado por outro eclesiástico com poderes para tanto; hierarquicamente, só está subordinado ao papa e, eventualmente, a um arcebispo; os paramentos que o distinguem são o báculo, o anel, a cruz peitoral e a mitra.] 

Excomunhão  

Datação

sXIII cf. FichIVPM

Acepções

■ substantivo feminino 

ato ou efeito de excomungar 

1    Rubrica: religião. 

penalidade da Igreja católica que consiste em excluir alguém da totalidade ou de parte dos bens espirituais comuns aos fiéis 

2    Derivação: sentido figurado. 

exclusão da participação que uma pessoa tinha em grupo ou comunidade 

Etimologia

lat.ecl. excommunìo,ónis ‘id.’; ver comunic-; f.hist. sXIII escomonhõ, sXV excomunhão

Anamorfose

Datação

1789 cf. MS1

Acepções

■ substantivo feminino 

1    Rubrica: artes plásticas. 

     representação de figura (objeto, cena etc.) de maneira que, quando observada frontalmente, parece distorcida ou mesmo irreconhecível, tornando-se legível quando vista de um determinado ângulo, a certa distância, ou ainda com o uso de lentes especiais ou de um espelho curvo 

2    Rubrica: biologia. 

     evolução contínua, sem estágios intermediários definidos 

3    Rubrica: matemática. 

     processo que consiste em mudar as escalas de um sistema de coordenadas com o fito de simplificar o gráfico de uma equação 

4    Rubrica: matemática. 

     em um nomograma, transformação de uma figura numa figura geométrica diferente, obtida por meio da troca das escalas entre as abscissas e as ordenadas 

5    Derivação: por extensão de sentido (da acp. 1). Rubrica: óptica. 

     deformação de uma imagem obtida por um sistema óptico que permite uma variação da ampliação transversal relativamente a ampliação longitudinal

 

De onde se conclui que: o Arcebispo de Olinda e Recife errou. E errou feio ao fazer a triste figura de um Quixote que não leu São Paulo: Cristo veio para libertar da lei, inclusive da letra fria do código canônico.

Categorias: igreja · religião

Crise e a unha encravada

Março 12, 2009 · Deixe um comentário

Minha unha do dedão do pé direito voltou a encravar depois de algum tempo. A última vez foi há mais ou menos seis anos. Na adolescência era freqüente. Encravou entre 1991 e 1993, deu uma folga entre 1994 e 1996 (consegui, enfim, voltar a jogar bola nesta época) e parecia eterna em 1997, 1998, 2001, 2002 e 2003.

Cursei mais de metade da faculdade com dores no pé e frases dos professores sobre “a pior crise da história do jornalismo”. Havia demitidos aos borbotões.

Tenho algum pressentimento de que minha unha sente o cheiro de crise econômica. Essa semana ela está particularmente latejante. Sentiu o gosto do PIB derramado, das vagas fechadas na indústria. O que me faz rir por dentro quando leio que essa é a primeira débâcle enfrentada pelas pessoas da minha geração, como nos diz este link

Categorias: geração y

Relatos desde Chile

Março 12, 2009 · Deixe um comentário

Minha colega Mariane, que não vejo desde os tempos de estágio na Veja, mora hoje no Chile. Ela fez uma lista interessante sobre o País nos comentários. Reparto com vocês agora.

“Claro que eu ia comentar sobre o Chile…
Algumas coisas específicas…
- Depois de 3 anos vivendo aqui eu nunca fui pra São Pedro de Atacama. Junto com Torres del Paine, na Patagonia, são os passeios mais caros do país. Foreigners-only.
- San Pedro pelo menos tem carnaval, o resto do país trabalha como se nada estivesse acontecendo….
- Reggaeton é o que mais se escuta no Chile. Mas é claro que tudo pode piorar, 4 anos atrás a onda era o Axé brasileiro.
- Pinochet junto com Allende, Ramirez, Gonzalez e similares são como Souza, Silva e Barros no Brasil. Estudei com um ‘Salvador Allende’ playboyzinho (ainda se usa essa expressão?) na faculdade e viajei com um ‘Pinochet’ membro do partido comunista para Pichilemu….
- Na próxima vez que vier ao Chile visite Valparaíso e Viña del Mar – eu recomendo.
- Permita-me uma correção, o jovens do Chile não são emos – são pokemons: http://www.terra.com.mx/galeria.aspx?galeriaId=016123
- Eu estou completamente de acordo sobre o aeroporto de Santiago, um dos piores lugares pra se dormir – especialmente durante os meses de inverno – quando lá fora faz aproximadamente 2° C. Experiência própria – 4 noites perdidas nesse aeroporto – no inverno.
Saludos”

Categorias: Viagens · viagem