“Uma noite – talvez porque se sentisse enfadada – Zelda partiu o vidro do aparelho de alarme de incêndio, e quando chegaram os bombeiros e lhe perguntaram onde era o incêndio, ela dramaticamente bateu com a mão no peito e disse: ‘Aqui’”
(“A era do Jazz e F. Scott Fitzgerald”, por Brenno Silveira. Este texto é uma breve passagem do ensaio que abre a compilação de Fitzgerald chamada “Seis Contos da Era do Jazz”. Zelda é o nome da mulher de Fitzgerald)
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Ainda não vi o filme, mas recomendo vivamente os textos de F. Scott Fitzgerald.
Se você quiser ler o conto original (em inglês), o link está aqui.
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Talvez isso já tenha acontecido na sua família. O avô é liberal, o pai é careta e o neto é mais ou menos liberal, e vice-versa e versa-vice. A semelhança entre as gerações se acentua à medida que o tempo passa. O filho tenta se contrapôr ao pai e chega ao avô.
Enquanto lia “O grande Gatsby”, de F. Scott Fitzgerald, obra sobre fortunas rápidas e corações partidos, indiferença como ideologia e desprezo como charme, atravessei a maré de preocupações da minha geração. Com 83 anos de idade, o livro fala mais a mim do que as obras da geração 68. Conta uma história de amor, poder e miséria, temas que permeiam os séculos. Podem não ter feito muito sentido às pessoas do pós-guerra, que receberam um mundo estraçalhado.
Mas para nós, que vivemos em um mundo que tenta reconstruir algum sentido, valem, e valem muito. Mostram que algumas coisas, apesar do relativismo e da incerteza, são eternas. Suas dores também.
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