The Pompéia Times

Entradas etiquetadas como ‘Futebol’

Futebol com PhD

Janeiro 15, 2009 · 1 Comentário

A revista “Horizontes Antropológicos” publica um estudo sobre a “plasticidade das regras do futebol”. O link está aqui.

Eu acho que o pesquisador quis falar desses senhores aqui:

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e, quem sabe, desse rapaz também….

valdivia_palmeiras_20042008

Categorias: Futebol · antropologia
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Agora eu entendo as moças

Setembro 14, 2008 · 3 Comentários

Eu estava de blusa verde. Porque eu precisava ir com alguma peça de roupa que lembrasse o Palmeiras neste domingo frio lá no Morumbi. Meu amigo Rodrigo, carioca, me chamou para ver Flamengo e São Paulo no maior e mais feio estádio da cidade. As colunas de concreto estão expostas sem pintura, parecem colocadas às pressas, como um puxadinho em que algo deu errado na construção e o corretivo saiu pior do que derrubar e levantar de novo.

Rodrigão é flamenguista e a gente atravessou a cidade, da Paulista para o Jardim Leonor em um ônibus, o Terminal Capelinha, em que só havia fãs do Rogério Ceni. Estava quente pelo excesso de gente e frio pelas janelas abertas para tirar o calor do excesso de gente. Demos uma baita volta em torno do estádio para encontrar a entrada de visitantes. Os vendedores de guloseimas passaram com a freqüência do cometa Halley, de 25 em 25 anos. Pelo menos escapamos do setor onde se joga urina nos adversários. 

Passei o tempo inteiro com o rádio de pilha no ouvido escutando Palmeiras e Cruzeiro. Ofendia o São Paulo em uma ou outra jogada e me calava nos cantos. Antes de tomar dois gols, a torcida rubro-negra até fez mais barulho do que a claque sãopaulina. Deu para ver que os assentos amarelos da arquibancada estão sujos, a rampa de saída do estádio está com o piso irregular, é uma sujeira danada em frente a esfiharia e que o São Paulo deixou ao menos umas 40 criancinhas vestidas de camiseta e shorts, naquele frio, naquela garoa, esperando o time por meia hora.

Deu para notar que não houve nenhum envolvimento emocional. Agora eu sei o que é levar alguém que não gosta de futebol ao estádio. Entendo melhor as moças. É chato mesmo perguntar quem é o camisa 41.

Categorias: Futebol
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O Campos flerta com o Manchester City

Setembro 2, 2008 · Deixe um comentário

Meu tio Nelson tinha um time de futebol chamado “Nardini Futebol Clube”. O escrete se reunia em um campo mezzo areia mezzo terra e uns punhados de grama em Pirituba, bairro distante uma hora e meia de ônibus da avenida Paulista. Meu tio conheceu alguns tantos jogadores que mais tarde fariam sucesso, como Cesar Maluco, no Palmeiras.

Meu tio me introduziu ao mundo do futebol árabe faz alguns anos, quando comentou de um adolescente talentoso de Pirituba que, sem espaço nos clubes de São Paulo, foi para os Emirados Árabes Unidos. Aos 12,13 anos, eu não conseguia imaginar futebol por aquelas plagas. Jogavam na areia? Vestidos da cabeça aos pés? Nem a Copa do Mundo de 1994, com o golaço do meia da Arábia Saudita, mudou muito meu conceito.

Nesta temporada, os árabes desembarcaram com tudo e levaram Valdivia, do Palmeiras, Rafael Sobis, ex-Inter, da Espanha, compraram o Manchester City e empregaram Robinho na Inglaterra. É um movimento diferente do que aconteceu com o Japão, que também era longe, mas  só levava jogador em meio/fim de carreira. Os árabes, com os lucros dos preços recordes do petróleo, estão competindo com os espanhóis, italianos e ingleses. Não à toa, nenhum jogador brasileiro saiu do País rumo a um grande da Europa. As maiores cifras vêm dos países produtores do “sangue negro”.

O campo do Nardini FC do começo dos anos 80 ronda os clubes de finanças maltrapilhas do Brasil atual, mas as mãos pretas de óleo do presidente Lula esboçam, para dentro de alguns anos, o novo mapa do futebol no Brasil. Os prefeitos das cidades que recebem os royalties do petróleo vão investir em breve nos seus times de futebol. Dá voto, como mostra a ascensão meteórica do São Caetano no começo desta década. Talvez, dentro de algum tempo, Corinthians, Palmeiras e São Paulo tenham de disputar jogadores com o Campos de Goytacazes, algum time de Sergipe ou do Espírito Santo.

Categorias: Futebol
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Quatro imagens

Junho 20, 2008 · 1 Comentário

mãe e criançaGuerra Civil EspanholaLego e foto históriaMaradona

O governo da Espanha liberou as fotos do Arquivo Vermelho, tomadas pelos republicanos, socialistas e anarquistas durante a Guerra Civil. As imagens foram aprisionadas pelo governo Franco e ganharam a liberdade neste mês.  O fotógrafo britânico Mike Stimpson recriou, em Lego, imagens como esta acima, do beijo após o fim da guerra, e do gol de mão de Maradona. Mais imagens podem ser vistas aqui e aqui.

Categorias: história
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De volta para o futuro

Junho 20, 2008 · Deixe um comentário

Quando meu mundo se expandiu para além da Escola Estadual Dr. Nelson Manzanares, em Caieiras, meados da década de 90, cada item abaixo tinha acabado de entrar para a categoria “impossibilidades práticas” ou “mercadoria de museu”:
- Brasil fora da final de uma Copa do Mundo.
- Lula ausente de uma eleição presidencial.
- Fantasma da fome no mundo.
- Inflação.
Corremos rapidamente de volta para o futuro.

Categorias: humanidade
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A seleção brasileira não é filha de chocadeira

Junho 20, 2008 · 1 Comentário

A seleção brasileira é como um pai distante, com o qual não temos muito contato. Sabemos que devemos gostar dele, mas não como. Comemoramos as grandes datas, mas a rotina é plena de indiferença contida, cheia de frustração e mágoa. Só vemos o pai e a seleção em intervalos espamódicos.

 Essa distância sobre a qual os cronistas reclamam entre a seleção e os craques é natural. Com uma família nova, o velho, mesmo que seja o filho, não exerce a mesma atração do desafio. A diferença é que, na velhice, estes pais procuram um acerto de contas. A seleção brasileira não envelhece. Ao menos não enquanto o Brasil tiver tantos jogadores famosos, globais, que são conhecidos por qualquer audiência. Os melhores jogadores vão para a Europa como os pais trocam o convívio dos filhos por uma proposta de emprego. São valores.

Os mesmos cronistas esportivos que reclamam da mercantilização da camisa verde-e-amarela atacam os clubes pela ausência de jeitos de ganhar dinheiro. Mas a CBF, como uma empresa, funciona bem. Descobriu seu filão nos amistosos ao redor do planeta. Faz um bom marketing. Ganha dinheiro, fecha as contas, sobra para investir até em Copa do Mundo. 

São as mesmas pessoas que elogiam, em nome do profissionalismo, clubes que tomam jogadores em final de contrato de outros times. Ou que admiram a capacidade de os times fazerem amistosos na Índia ou no torneio de Dubai. Como são capazes de vender bem seus atletas para a Europa. Exigimos da seleção o  romantismo que extirpamos de nossas vidas. Quem não aceitaria uma boa proposta, vitaminada por milhões de euros? Por que com a seleção seria diferente?

A mercantilização do time me incomoda, claro. Mas o que me incomoda mesmo é que os críticos da seleção não notem a sua própria contradição. A seleção frutificou desta maneira, ora bolas, dentro dos valores que cultivamos. Não é filha de chocadeira.

Categorias: Futebol
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Como o futebol nos encastela em Daslus particulares

Junho 12, 2008 · 1 Comentário

Eu me ufano de ser palmeirense. Gosto do meu estádio, o Palestra Itália. Meu time ganhou muitos títulos. Meu time foi o primeiro que subiu da Segundona para a Séria A sem virada de mesa. O técnico que passou pelo meu time fez o Brasil ganhar o penta _viva Felipão. Marcos, Arce, Antonio Carlos, Cleber, Roberto Carlos, Cesar Sampaio, Mazinho, Alex, Rivaldo, Edmundo, Evair, Velloso, Cafu, Roque Junior, Henrique, Junior, Flavio Conceição, Pierre, Djalminha, Zinho, Valdivia e Paulo Nunes jogaram no Palmeiras.

Dito isso, aos fatos. Tem sido muito difícil torcer ultimamente. Pelo menos, do meu jeito. Eu não tenho essa pretensão que já foi alemã, russa, japonesa, chinesa e ainda se esconde nos recônditos de todo o país (ou vocês acreditam na passividade da Áustria ou na recente humildade da Argentina?) de… (entonação Pinky e Cérebro) DOMINAR O MUNDO (caixa alta é maneiro para dar uma amostra do drama).

O futebol sempre foi um lugar propício para reunir chatos de toda espécie. Pessoas frustradas descarregam xingamentos e ofensas. Pessoas amarguradas se tornam obsessivas com um lance ou outro. Futebol é importante. Futebol é legal. Eu fico de mau humor quando meu time perde, lógico. Mas há algo muito ruim acontecendo recentemente.

Estamos remoendo e remoendo e remoendo os resultados, como se o passado não… passasse.  Os jogos estão se eternizado, provocam uma bolha de sentimentos que estouram aos poucos, passa a passo, e deságuam em violência. Eu quero levar, um dia, minha irmã para ver Palmeiras e Corinthians, Palmeiras e São Paulo, Palmeiras e Santos. Hoje, não dá. Desde o começo dos anos 90 que não dá. Dos mais pobres aos mais ricos, a violência verbal se tornou rotina. A física sempre é questão de tempo. Explode sem avisar. Não gosto de esperar pelo pior.

Meu palpite para o crescimento das qualidades negativas dentro do futebol não é nada científico. Nos últimos anos, muitos torcedores de futebol viveram um surto de arrivismo, o vencer a qualquer preço, fruto um pouco do espírito do tempo, da competição exacerbada que invade todas as esferas da vida, da lei na qual o mais forte sempre deve acabar com o mais fraco. Fisicamente, se possível.

Os argumentos se tornaram cada vez mais primitivos. Mesmo os colunistas esportivos que esbanjavam um pouco de bom senso se encastelaram em seus ódios e birras particulares. Os torcedores reagem contra eles. Vira uma pancadaria tendo a mídia, que é meio, como objeto.  Tudo se espalha internet afora. É um tiroteio, quase semiótico, generalizado, que transborda pouco a pouco para o mundo real.

Não comemoro mais derrotas de adversários futebolísticos publicamente. Entrei no meu condomínio particular. É uma pena ver o “Daslu way of secutiry” aplicado ao esporte do qual gosto tanto.

Categorias: Futebol
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Perguntas ao Juca Kfouri

Maio 2, 2008 · Deixe um comentário

Caro Juca Kfouri, na sua coluna de 1º de maio, na Folha de S. Paulo, você escreve que o Luxemburgo custa mais caro do que os benefícios que propicia. Pois bem, sou palmeirense, fiquei chateado com a goleada sofrida contra o Sport, no Recife, e também tenho lá minhas críticas ao Luxemburgo. Mas vou tentar ser justo. Só algumas perguntas, para igualarmos os pesos e as medidas.

1)Você escreveu no final do ano passado, no UOL, que o Valdívia já estava acertado com o São Paulo. Ele não foi. Você custa mais caro à Folha e ao UOL do que os benefícios que propicia?

2) No ano passado, no mesmo dia em que o Corinthians apresentava o Paulo César Carpegiani como técnico, sua coluna na Folha dizia que o Carpegiani nunca seria técnico do Corinthians. Você custa mais caro à Folha e ao UOL do que os benefícios que propicia?

3) Seu último furo foi compartilhado com o Bob Fernandes, do Terra Magazine. Era o inquérito da Polícia Federal sobre o esquema MSI/Corinthians. O Bob deu a história no site, no sábado, você publicou na Folha no domingo. Você custa mais caro à Folha e ao UOL do que os benefícios que propicia?

4) Você apoiou o governo Fernando Henrique Cardoso e a Lei Pelé, o governo Luiz Inácio Lula da Silva e o Aldo Rebelo. Se há governo, você começa a favor e termina contra. Você não acha que o leitor tem todo o direito de duvidar seriamente de um jornalista que erra tanto a avaliação? Você custa mais caro à Folha e ao UOL do que os benefícios que propicia?

5) Juca, qual foi a última história que você trouxe em primeira mão? Qual foi o último time que você acertou a ascensão ou a derrocada? Qual técnico tem o melhor esquema tático da atualidade? Com quantos técnicos você conversa por semana, como faz o Paulo Vinicius Coelho? Quantas horas por dia você passa ao telefone apurando uma história? Você custa mais caro à Folha e ao UOL do que os benefícios que propicia?

6) Se dentro de um ano o Ricardo Teixeira deixar a presidência da CBF para ceder seu lugar, digamos, ao Gerdau e a dom Mathias (abade do Mosteiro de São Bento), homens dispostos a profissionalizar e moralizar o futebol, sobre o que você vai falar? Você tem algum outro assunto para as colunas que não a moralização do futebol e um texto recheado de impressionismos irônicos? Você custa mais caro à Folha e ao UOL do que os benefícios que propicia?

É isso. Se algum dos selecionados leitores deste blog tiver o e-mail do Juca, por favor, repasse a ele as perguntas. Seria um prazer publicá-las aqui.

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Palmeiras e São Paulo

Abril 23, 2008 · 1 Comentário

 

Este blog cede às fotos e publica com exclusividade imagens do vestiário do Palmeiras logo após o primeiro jogo com o São Paulo, depois do gol de mão de Adriano.

 

Ao centro, Valdívia. Com um enorme P no peito, o goleiro Marcos. Aos pés de Valdívia, o zagueiro Gustavo, que falhara no segundo gol do tricolor.

 

O resultado é conhecido. Uma semana depois, o Palmeiras venceu o São Paulo e se classificou. Como eles não conseguiram tomar o estádio em 1942, tentam interditá-lo até hoje.

 

obs. Ao centro está Jair da Rosa Pinto, à direita dele o goleiro Oberdan. Quando tinha uns 10, 11 anos, comprei uma revista Placar sobre a história do futebol. Essa foto estava lá. Ela me fez gostar mais do meu time. Mais imagens históricas do Palmeiras neste site.

 

 

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